Resultados da Ferramenta Relatos de Meteoros 2017 – parte 1

Desde 2015 a Exoss sintetiza em dados simplificados a sua parceira com a American Meteor Society e a International Meteor Organization na divulgação da ferramenta relato de meteoros.

Para melhorar leitura, faremos uma série de posts onde iremos abordar a participação brasileira e mundial, os resultados obtidos e as novas funcionalidades disponíveis ao público após upgrades na ferramenta em 2017.

Nesta primeira parte iremos abordar a evolução da ferramenta nos últimos anos, onde até o presente momento a adesão se consolida em 2 grandes polos (EUA e Europa) seguido da América do Sul com a maior participação sendo Brasileira.

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Eventos com mais de 10 relatos desde 2005 e o destaque para a américa do sul que se mantém como terceiro polo em quantidades de relatos pelo mundo

Essa polarização é esperada uma vez que tal ferramenta já é veiculada a mais de uma década nos EUA e Europa; somando a fatores culturais e econômicos que permitem um maior acesso a astronomia que no Brasil. A participação da América do Sul se deu principalmente por eventos no Brasil.

Antes vamos destacar o avanço da ferramenta pelo mundo ao longo de 11 anos.

Evolução dos relatos (eventos) desde 2006

Como observado no gráfico acima, em um período de 11 anos a ferramenta contou com um aumento expressivo de relatos, partindo de 500 eventos em 2006 para quase 5500 eventos de meteoros em 2017.

Os eventos com até 10 relatos de testemunhas prevalecem e os eventos com mais de 10 relatos são expressivos a partir de 2013.

Evolução dos relatos (eventos) desde 2006 – eventos com mais de 10 relatos de testemunhas

Os últimos dois anos podemos observar um aparente equilíbrio nos eventos, principalmente aqueles de maior notoriedade em que mais de 25 pessoas testemunharam bólidos. Isso não significa que podemos mensurar a dispersão de meteoros com base em relatos. Em princípio observa-se que grande parte dos eventos de 2017 foram realizados por colaboradores que já haviam presenciado eventos de meteoros e fizeram uso da ferramenta no passado.

EVOLUÇÃO DE 2017

Em 2017 ocorreram 26.019 relatos de meteoros divididos em eventos conforme gráficos a seguir.

Evolução dos relatos (eventos) a cada mês – 2017

 

Densidade de eventos por participação de testemunhas mês a mês – 2017

No ano de 2017 o Brasil caiu uma posição no ranking de países com mais relatos, sendo ultrapassado pela Alemanha que tornou-se em 2017 o quarto país COM maior número de relatos de meteoros.

Países com mais de 50 relatos no ano de 2017

O ano de 2017 contou com 6 eventos de meteoros com mais de 500 relatos.

Eventos com participação de mais de 500 testemunhas – 2017
Evento 4299 contou com incríveis 2044 relatos de testemunhas dispersas em 8 países – Foto Ollie Taylor
O evento 4299 pode ser acessado no link: http://exoss.imo.net/members/imo_view/event/2017/4299

Os demais eventos podem ser acessados diretamente no link exoss.imo.net aba EVENTOS > “TODOS OS PAÍSES” > “2017” > “QUANTIDADE DE RELATOS”: “Com pelo menos 500”. Ou clicando aqui.

O Reino Unido contou com um “bólido do ano novo” e pode ter o seu evento consultado também no link acima.

EXPANSÃO DA FERRAMENTA EM TODO O MUNDO

Países como o Japão aumentaram consideravelmente sua participação no uso da ferramenta no ano de 2017, com um bólido registrado por câmeras da rede Sonotaco que contou com relatos de testemunhas bem como a participação da Exoss na coleta de informações para elaboração mais detalhada do evento a pedido da American Meteor Society.

Como é possível observar, a expansão da ferramenta ao longo dos anos bem como a recente parceria da A.M.S com a IMO proporcionou uma expansão na Europa a partir de 2013 e consequentemente nos demais países.

Nos próximos artigos iremos analisar o desempenho da ferramenta no Brasil em um ano marcado por condições climáticas desfavoráveis à pratica da observação astronômica. Ainda assim tivemos bons resultados graças aos esforços contínuos da Exoss e alguns grupos de astronomia que apoiam a divulgação dessa importante ferramenta.

Edição: Eduardo P. Santiago

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