Bólido avistado sobre a Bahia

Na noite de 26 de outubro de 2020, aproximadamente às 21:30 hora local (00:30 UT), um bólido foi avistado em várias cidades da Bahia. Moradores de vários municípios do Baixo Sul e Vale Jiquiriçá no interior da Bahia, relataram terem visto um clarão no céu, acompanhado de um estrondo.

A ferramenta Report a Fireball recebeu até o momento relatos das cidades de Salvador e Ituberá. Entretanto o número de relatos nas redes sociais é considerável, o que incentivamos que façam o relato em EXOSS.IMO.NET para ajudar nas pesquisas do evento, bem como enviando imagens e vídeos.

Evento 6087 – Relatos visuais do bólido

DADOS DE INFRASSOM

A tecnologia infrassônica além da sua utilização na verificação do CTBT, tem outras aplicações e uma delas é o estudo de bólidos. A partir dos diversos relatos de uma explosão de um bólido nos céus da região sul da Bahia, por volta de 21:45 (hora de Brasília) foi feita uma análise do evento.

Com a análise preliminar dos dados da Estação infrassônica de Brasília (I09BR), operada e mantida pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, foi detectado um evento infrassônico, às 01:25:34 – UTC do dia 27/10 (22:25:34 do dia 26, hora de Brasília) com um azimute estimado em 79.8° (família PMCC na Figura 1, parte superior em amarelo).

A velocidade de propagação do infrassom registrada na estação foi de 0.342 km/s (Figura 1 – Família PMCC em azul).

Figura 1: Detecção infrassônica do possível bólido do dia 26/10/2020.

 

Figura 2: Representação polar da família infrassônica da Figura 1. Observe o azimute de cerca de 79 graus, indicado pela linha verde.

 

Figura 3: Mapa com a localização da Estação IS09 de Brasília e indicação da direção da frente de ondas infrassônicas registrada na Estação IS09.

SOBRE OS DADOS DE INFRASSOM

O Observatório sismológico da Universidade de Brasília colabora com uma organização das Nações Unidas, que tem como objetivo verificar o cumprimento do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT) e tem acesso aos dados das estações da Rede de Monitoramento Internacional (IMS). Esta rede dispõe de 337 instalações, favorecendo uma cobertura global, utilizando sensores de quatro tecnologias (sísmica, infrassônica, hidroacústica e radionuclídica), capaz de detectar explosões nucleares com potência acima de um quiloton de TNT. O relatório completo do evento pode ser obtido aqui.

Mais detalhes e informações deste evento podem ser acrescentados posteriormente.

Edição: Marcelo De Cicco

Comentários

Comentários

Powered by Facebook Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *