O rasante de 2014 do cometa Siding Spring em Marte causou a maior chuva de meteoros já documentada

A chuva de meteoros anual Perseidas pode ser muito intensa mas, baixa se comparada com o ocorrido no céu marciano, com a passagem do cometa, que sobrevoo Marte há alguns anos atrás.

O cometa Siding Spring foi o corpo parental da mais intensa chuva de meteoros na história  já registrada, quando o objeto voou pelo Planeta Vermelho em outubro de 2014, de acordo com os dados recém-analisados  e coletados na época pela “Mars Atmosphere e Volatil Evolution” (MAVEN) da NASA.

As observações da MAVEN sugerem que o radiante vindo do Siding Spring; apresentou cerca de 108 mil meteoros por hora no seu pico máximo e, durou até 3 horas, informaram , os cientistas liderados por Matteo Crismani, da Universidade do Colorado Boulder (21 de setembro) em uma apresentação no Congresso Europeu de Ciência Planetária 2017 (EPSC 2017) em Riga, Letônia.

O Flyby sobre Marte de 2014 pelo cometa causou, o mais intenso chuveiro de meteoros já registrado pela atual tecnologia.

COMPARANDO COM AS PERSEIDAS

Para fins de comparação, os espectadores em locais com baixa poluição Luminosa geralmente, podem contar com cerca de 80 meteoros por hora durante o pico das Perseidas, que é talvez o mais famoso e documentado dentre os chuveiros terrestres.

A Perseidas e outros chuveiros ocorrem todos os anos quando nosso planeta vai de encontro com rastros de detritos lançados por cometas ao longo dos tempos. Cada chuveiro possui um fluxo de detritos peculiares. (No caso da Perseids, este detritos, possuem como corpo parental o Cometa Swift-Tuttle).

O chuveiro Siding Spring marciano, no entanto, foi um evento único. O cometa se aproximou à distâncias próximas à  87.000 quilômetros da superfície do planeta vermelho em 19 de outubro de 2014, liberando  grande número de partículas que se movimentaram na espessa atmosfera marciana.

“Este é um dos eventos planetários mais emocionantes que veremos em nossa vida”, disse Beatriz Sanchez-Cano, da Universidade de Leicéster, na Inglaterra, em um comunicado. “Marte foi literalmente engolido pelo coma (a atmosfera externa do cometa), por várias horas”.


OBSERVAÇÃO DO FLYBY DO COMETA EM MARTE

Os cientistas, então, observaram o flyby usando uma série de instrumentos, incluindo a nave espacial orbitando o Planeta Vermelho e atravessando sua superfície. (MAVEN chegou logo a tempo para o grande evento, entrando em órbita em torno de Marte em setembro de 2014.)

Sanchez-Cano; apresentou também, os resultados do Flyby do Siding Spring na EPSC 2017 no dia 21 de setembro. Esses resultados são baseados em observações da órbita tomadas pela  “Mars Express”, da Agência Espacial Européia, bem como da MAVEN da NASA, da sonda orbital “Mars Odyssey” e do “roteiro Curiosity”.

“Uma análise mais profunda dos dados mostra que a interação do cometa com Marte é muito mais difícil de entender do que esperávamos, por causa dos efeitos de um CME que atingiu Marte algumas horas antes”, disse Sanchez-Cano na mesma declaração. (CMEs são ejeções de massa coronal, grandes erupções do sol que enviam nuvens de plasma solar no espaço a milhões de quilômetros por hora).

“Além disso, o encontro aconteceu no pico da temporada de  partículas de poeira em Marte”, acrescentou. “Precisamos entender o contexto completo das observações para separar os verdadeiros efeitos cometários em Marte”.

O Cometa Siding Spring, também conhecido como C / 2013 A1, foi descoberto em janeiro de 2013 pelo astrônomo Robert McNaught no Observatório Siding Spring na Austrália. A malha de revestimento de aproximadamente 0,3 milhas de largura (0,5 km) veio ao sistema solar interno da nuvem de Oort, um local distante, que abriga trilhões de cometas. Siding Spring não retornará em nosso Sistema Solar Interno por milhões de anos adiante.

Fontes: NASA/ESA via Space.com

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