Se você descobrisse um asteróide de extinção em massa vindo de encontro à Terra, você contaria?

Essa é uma pergunta que muita gente, principalmente os adeptos da teoria da conspiração, questionam os astrônomos de uma forma geral.

Embora esse tema esteja na pauta das agencias espaciais, como a ESA e a  NASA e seja debatido em vários encontros internacionais sobre projetos de mitigação de ameaças de impactos colossais, a informação sobre que passos tomar após a noticia de um ‘big boy” é pouco disseminada nos meios públicos. Já publicamos sobre esse tema, que você pode ler mais.

A ideia deste texto é contar um pouco sobre o que tem-se planejado sobre os passos seguintes que os cientistas devem tomar em caso de uma descoberta catastrófica, dessa monta.

Vamos fazer um caso hipotético, digamos que um cientista A fizesse essa descoberta, que em 6 dias,  provavelmente, um asteróide de dimensões quilométricas estaria vindo em nossa direção. O comunicado sobre a colisão eminente seria enviado, por e-mail, em forma de texto, contendo os parâmetros de observação, e órbita estimada ao Minor Planet Center (MDC) que então repassaria, automaticamente um alerta, se confirmada a hipótese  a um grupo de menos de 12 cientistas, da NASA.

Leia também: Qual é a diferença entre objetos próximos à Terra e asteróides próximos da Terra?

A partir deste ponto, uma rede de observadores, amadores e profissionais, através do mundo, seria disparada para manter  informações atualizadas sobre o objeto em questão.

Havendo uma chance realmente grande de impacto a NASA  notificaria o departamento de  politicas de ciência  e tecnologia da Casa Branca, que, logo em seguida emitiria press release ao grande público sobre a  ameaça iminente.

asteroideCrédito: NASA

Por conta da disseminação de dados de NEOS e asteróides, pela internet, contendo informações sobre as observações e órbitas, hoje em dia, é provável que, em fóruns sobre os assunto e em  troca de mensagens em twitters e outras mídias sociais, entre observadores, cientistas e pesquisadores informações sobre um possível impacto já circulasse, antes do aviso formal ao publico pelos órgãos oficiais.

Bom, nessa hipótese de impacto em 6 dias, atualmente,  com a tecnologia disponível, e sendo otimista, teríamos como uma chance, missões do tipo Asteroid Impact and Deflection Assessment (AIDA), para desviar o asteróide da rota de colisão com nosso planeta.

O cenário que descrevemos acima é fruto de reuniões que vem ocorrendo entre a NASA , o MInor Planet Center e agencias de emergência americanas. A agencia americana FEMA – The Federal Emergency Management Agency e a NASA, e outros órgãos já estão simulando os passos, em caso  dessa tragédia vir a ocorrer. A última reunião entre essas duas agências citadas foi em 4 de novembro de 2016, para tratar sobre esse assunto.

reuniao-fema-e-nasa

Reunião entre  os quadros da NASA e a  FEMA. Crédito: THE AEROSPACE CORPORATION

As simulações possibilitaram um fórum de discussão na comunidade de ciência planetária para mostrar como seria a coleta, análise dos dados e partilhamento das informações, na hipótese de risco de impacto. Também foram considerados pelos especialistas em crises com lidar com essa informação perante o público.

Quanto mais cedo planos de emergência forem discutidos e trabalhados, maiores serão as chances de estarmos preparados para lidar com uma situação extrema, em caso de um possível evento dessa dimensão.

E, conforme diz Thomas Zurbuchen, da  NASA: “Diferentemente de outras épocas em nossa história, agora nós somos capazes de lidar com a ameaça de impacto, através de observações continuadas, predições, e planejamento de respostas e mitigação”.

“É critico simularmos este tipo de evento de baixa probabilidade, mas de cenários com graves consequências”, afirmou o administrador geral da FEMA, Craig Fugate. A recente tragédia da Indonésia em 26 de dezembro de 2004, quando mais de 200.000 mortes ocorreram, por conta de terríveis tsunamis, está presente em nossas memórias, para nos alertar disto.

Quanto à missão AIDA, ela ainda será testada, vamos torcer que funcione.

https://www.facebook.com/worldeconomicforum/videos/10154088727051479/

Maiores detalhes do projeto você pode ler aqui.

Fonte: JPL

Edição: Marcelo De Cicco

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