Registros de Impacto Lunar no Brasil

 

Primeiro Candidato de impacto Lunar Observações do ROCG.

No vídeo acima, na parte superior direita, separados em 4 frames. Crédito da imagem Carlos Henrique Barreto e Tiago Torres – ROCG. 14/09/2017.

No dia 14 de Setembro de 2017 às 05:33:12.9 e 05:33:18.2 (TU) respectivamente os membros da equipe de Impactos Lunares da Exoss (localizado na cidade de Campos dos Goytacazes, RJ,Brasil), notaram o primeiro flash aparentemente de um impacto de Meteoroide, na superfície Lunar.  As observações foram feitas através de um Telescópio Celestron C-14;Abertura=   356 mm.  DF = 3910 MM. Tipo Cassegrain-Schmidt. utilizando uma câmera modelo Stellacam EX, fps 30 e resolução 600TVL. Este candidato ainda não foi confirmado por observadores independentes. Cada flash, durou cerca de 0,6 e 0,3 respectivamente. Com posição lunar estimada em +- Houtermans 9º 24’ S/ 87º 12’ e, Noroeste Lunar em Sinus Roris.

 

    Sequencia de flashes de impacto via o Software LunarScan 2.0

Flash detectado da imagem acima, via Software LunarScan.

Pesquisas, Obervações e gravações de Impactos Lunares

A equipe de impactos lunares Exoss  iniciou seus trabalhos no início de 2016, com propósito de monitoramento da Lua  à procura de flashes de impactos de meteoroides que  impactam em altíssima velocidade na superfície Lunar.  Este tipo de pesquisa  é importante para se estimar o fluxo de massa que impacta na Lua e estatística de crateramentos novos,  pois  a medição da luminosidade do flash, utilizando modelos próprios, permite o calculo da energia de impacto e a massa estimada do objeto.

Além disso, estes estudos são de grande utilidade em determinar a quantidade de pequenos corpos que atravessam a Terra, colaborando com outros métodos de detecção, por exemplo vídeo monitoramento de meteoros. Ressaltando que  esta iniciativa é fundamental para  futuras explorações lunares, dada a relevância em saber onde será  possível fundar bases lunares e evitar ou minimizar danos vindos de impactos de meteoroides.

A massa destes meteoroides que impactam a Lua variam em torno de dezenas de gramas até aproximadamente 20 Kg, enquanto suas velocidades podem variar de 20 Km/s a 72 Km/s. Estes meteoroides podem ter origem em atividades cometárias, quando o Sistema Terra/Lua atravessa detritos de cometas e em menor escala de fragmentos de asteroides.

Processo de Impacto Lunar

A seguir descrevemos como se dá  processo de impacto lunar  e a forma de monitora-lo.

No instante seguinte a colisao, menos de 1% da energia cinética total liberada  é transformada em luz visível, dando origem aos denominados flashes que duram cerca de décimos de segundos, raramente, chegando a casa dos segundos. Logo após impactar, o meteoroide gera uma nova cratera que pode ser mensurada.

Para ser possível o monitoramento de Impactos Lunares é necessário observar a parte não iluminada da Lua. Os períodos favoráveis a este tipo de pesquisa são entre o brilho de 10 a 40 % da fase total da Lua, ou seja, durante a fase crescente e depois na fase minguante.

Porção Leste da Lua na fase Quarto-Minguante
Porção Oeste após a Lua Nova.

Outro ponto importante diz respeito a falsos-positivos que podem ser devido a raios cósmicos, ruídos eletrônicos, reflexo de satélites, principalmente, pois   se parecem muito com flashes de impactos, No que diz respeito a raios cósmicos eh fundamental a observação através de mais de um telescópio, pois estes raios não atingem  câmera distintas, descartando falso-positivos oriundos deles. Outro método empregado  utiliza um “beam slitter”, que  separa a imagem lunar em duas câmeras. Ruídos e reflexão por satélites podem também gerar flashes e podem ser mais difíceis de descartar, obrigando a confirmação de passagem de algum satélite, no momento e posição da detecção e analise detalhada da imagem em caso de ruídos eletrônicos.

Fontes: Heavens–Above , Calsky  “http://tycho.usno.navy.mil/

O QUE É IMPACTO LUNAR?

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