Estações Exoss registram recorde de sprites no céu de São Paulo

Na noite de 12 e madrugada de 13 de julho de 2016, as estações de Mogi das Cruzes e São Sebastião em São Paulo, registraram 58 sprites, além de sprite halo e elve. Nas imagens a seguir a composição de todos os sprites em cada estação.

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Sprites a partir da estação de São Sebastião-SP

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Sprites a partir da estação de Mogi das Cruzes-SP

O video a seguir mostra a coletânea dos vídeos de todos os registros dos sprites durante toda a noite.

No mapa abaixo temos uma simulação do alcance do halo registrado em São Sebastião.

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Sprite Halo registrado a uma distância de aproximadamente 232km da estação EPS

Veja o video do sprite halo e também o elve.

O portal G1 também destacou a ocorrência recorde dos sprites.

REGISTROS ANTERIORES DE SPRITES

Desde o primeiro trimestre de 2014 quando os primeiros registros de T.L.E feitos no Brasil a partir de estações particulares, como o caso dos registrados pelo associado da Exoss Marco Mastria, e, consequentemente demais estações de meteoros no país, a curiosidade para este tipo de fenômeno vem aumentando. A Exoss agora conta em seu acervo on-line (live.exoss.org aba T.L.E) o primeiro registro em cores de um T.L.E ocorrido no Brasil.

ESTUDOS CIENTÍFICOS DE SPRITES NO BRASIL

O ACATMOS é o primeiro e, até o momento, único grupo na América Latina que estuda o Acoplamento Eletrodinâmico Atmosférico e Espacial, sinalizado pelos Eventos Luminosos Transientes (ELTs), dos quais os Sprites são os mais conhecidos, e pelas Emissões de Alta Energia de Nuvens de Tempestades (EAET), como os Flashes de Raios Gama Terrestres (FGTs).

De descoberta recente, os sprites em 1989 e os FGTs em 1994, os fenômenos constituem uma nova área de pesquisa estudada mundialmente. Os ELTs são emissões óticas observadas na atmosfera superior acima de nuvens de tempestade (18-100 km de altitude), geradas pela atividade elétrica dos relâmpagos dessas nuvens. As emissões de alta energia, resultantes dessa mesma atividade elétrica, são observadas do espaço, com sensores abordo de satélites, e do solo, na forma de raios gama, raios X, feixes de elétrons, pósitrons e de nêutrons; seus mecanismos de geração ainda estão em aberto.

O ACATMOS foi nucleado na Divisão de Aeronomia do INPE com apoio do projeto DEELUMINOS, financiado de 2005 a 2010 pelo Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes da FAPESP. Um total de 4 campanhas de observação bem sucedidas foram realizadas com o apoio desse projeto, com mais de 600 ELTs observados sobre tempestades no Brasil, Paraguai e Argentina. No momento o grupo participa do projeto temático CHUVA, financiado pela FAPESP. Coletamos os primeiros sprites e colaboração com o CHUVA sobre o Rio Grande do Sul na madrugada de 18-19/11/2012. Estamos também desenvolvendo o projeto LEONA: Rede Colaborativa na América Latina para a Investigação de Eventos Luminosos Transientes e Emissões de Alta Energia de Tempestades. [Fonte]

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