DIY Caixa de Proteção PVC para estação de monitoramento de meteoros

 

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A caixa de proteção para câmeras de monitoramento de meteoros é um item de fundamental importância para o bom funcionamento do sistema e obviamente proteger a câmera das intempéries da natureza: chuva, vento, Sol, sereno, maresia entre outros. Devido ao fato da câmera apontar para o céu em diferentes elevações, uma caixa de proteção comum pode não ser eficiente devido as mesmas serem produzidas para cumprir a função de proteger câmeras de segurança que normalmente ficam apontadas para baixo no uso mais comum.

Devido a esse fato foi observado a necessidade de encontrar soluções que atendesse a essa nova demanda. Esse projeto DIY[1] tem o foco em utilizar materiais simples, de baixo custo com algumas peças podendo ser restos ou sobras de canos que, muitas vezes, acabam indo para o lixo. Nesse sentido esse projeto assume um caráter de contribuir para o aproveitamento de alguns materiais que seriam descartados e, também, oportuniza incentivo a aprendizagem autônoma ao mostrar possibilidades de construção.

OBJETIVO

Construir um protetor de câmera para uso em monitoramento de meteoros utilizando como base cano de PVC com ênfase na construção de baixo custo e facilidade de manutenção.

MATERIAIS:

  • 25 cm de Cano de PVC esgoto 100mm;
  • 30 cm de Cano de PVC esgoto 100mm;
  • 02 Tampas (CAP) PVC esgoto de 100mm (custo aproximado 4,50 cada);
  • 04 cm de cano ¾;
  • Plástico resistente para construção do suporte interno da câmera;
  • Plástico resistente para construção do fixador do protetor ao suporte escolhido;
  • Cola adesivo plástico para PVC (custo aproximado 3,50);
  • Vidro do tamanho da área interna da tampa de PVC – peça ao vidraceiro para colar internamente com cola silicone (custo aproximado 5,00);

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Tampa PVC de 100 mm

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Lixa

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Serrinha e torno para apoio

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Cano ¾ – 4 cm

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Vidro colado com cola silicone na parte interna da tampa PVC

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Plástico resistente retirado de caixa hermética wireless sem utilidade.

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Cano PVC 100mm

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Cola adesivo plastico para PVC

FERRAMENTAS

  • Furadeira e brocas ou micro retífica;
  • Serrinha;
  • Um torno para auxiliar no corte dos materiais (não é um item obrigatório)
  • Faca ou estilete;
  • Lixa grossa para ferro ou madeira nº80 a 120.

MONTAGEM

Inicialmente foi cortado um pedaço de 25 cm de cano PVC 100mm como mostrado na imagem acima. O tamanho foi avaliado levando em consideração o uso da câmera PYSH361 e lente TECVOZ F1.0 e o suporte de antena parabólica onde o mesmo foi fixado. Portanto, esse tamanho pode ser redimensionado dependendo do tamanho da câmera e lente usado, tipo de suporte onde o protetor será fixado e local de fixação.

O furo na área interna da tampa PVC foi realizado com furadeira, faca e lixa conforme mostrado nas imagens abaixo. Com uma micro retífica seria mais simples! Para a parte anterior onde será fixado o vidro foi realizado o furo na área central e usado um copo de vidro para fazer a marcação enquanto na parte posterior foi utilizado o próprio cano de ¾ na marcação e o mesmo processo para realizar o furo. Segue abaixo as imagens:

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Foi retirado a borda externa mais larga da tampa de PVC por não ser útil na vedação da água sem o uso de cola. Nesse projeto não foi usado cola entre esta peça e o cano pois o encaixe entre ambos é preciso e justo o suficiente para vedar a entrada de água não necessitando de cola. Esse detalhe é muito importante porque foi levado em consideração no desenvolvimento do projeto a facilidade de manutenção da câmera e limpeza do vidro em sua parte externa e interna caso seja necessário. Após o corte foi levado a um vidraceiro para que fosse cortado o vidro no diâmetro da área interna da tampa e colado com silicone.

A retirada da tampa PVC em frete a câmera facilita o acesso para possíveis regulagens de foco caso seja necessário ajuste de FOV por exemplo. O mesmo ocorre na parte posterior a sua retirada permite acesso facilitado aos conectores dos cabos. A adição do pequeno pedaço de cano de ¾ foi focado em três pontos: melhora o alinhamento para a saída do(s) cabo (s), impede a entrada de água no interior do protetor e permite aeração na parte interna, o que pode evitar o superaquecimento. Lembrando que tal cano de ¾ é colado na tampa para ficar firme e seu diâmetro permite a passagem do conector BNC e Balun caso este último seja usado com cabos UTC.

FIXAÇÃO DA CAIXA

Para a fixação da câmera na parte interna foi usado um pedaço de plástico duro e realizado um furo na sua parte central. O furo em forma de corte permite um pequeno deslocamento da câmera para frente ou para trás um ponto importante para a regulagem da mesma. O suporte de plástico foi retirado de uma caixa de proteção wireless que não tinha utilidade. O material além de resistente deve ser rígido o suficiente para manter a câmera na posição fixa. A vantagem de usar o plástico neste suporte está na facilidade em fixa-lo no interior do tubo de PVC por intermédio de cola adesiva específica para PVC. O cano usado neste projeto está pintado internamente na cor preta por ter sido aproveitado de um projeto anterior de construção de telescópio caseiro. A área interna não precisa ser pintada. Segue fotos abaixo:

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O fixador do protetor também foi feito utilizando partes de uma caixa hermética wireless e colado no tubo de PVC. A sua construção foi mais simples nesta configuração, sendo que outros materiais podem ser usados como alumínio, por exemplo. O detalhe é que com o uso de plástico e cola evita-se furos no tubo de PVC mantendo a eficiência em relação a proteção contra umidade, uma vez que a água pode penetrar pelos furos dos parafusos caso o fixador do protetor seja feito com alumínio.

Com relação as dimensões esta dependerá do suporte onde o protetor será fixado. Neste caso foi usado um suporte de antena parabólica comum. Este suporte teve que ser preparado para o encaixe correto do fixador do protetor sendo retirado um pino central que atrapalhava sua fixação. Segue abaixo as imagens já com os furos para fixação dos parafusos, lembrando que os furos devem ter o diâmetro exato do parafuso para evitar possíveis folgas.

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Para finalizar foi feito um protetor solar com o objetivo de tentar diminuir a temperatura interna e em sua construção foi aproveitado as sobras cortadas da tampa PVC de 100mm para sua fixação. A parte retira foi dividida ao meio e colada na parte superior do tubo de PVC para servir de suporte aos parafusos de fixação do protetor solar e mantê-lo afastado o suficiente para não atrapalhar a retirada das tampas em momentos de manutenção. O protetor nada mais é que um tubo de PVC serrado ao meio na horizontal e aberto sendo cortado no tamanho desejado. Esta peça deve ser fixada na parte superior por parafusos aos suportes colados no tubo. Os parafusos devem ser de pequeno tamanho de modo a não atravessar os suportes. Os parafusos facilitam sua remoção caso seja necessário.

OUTRAS ALTERNATIVAS DE IMPLANTAÇÃO

Cabe ressaltar que outros materiais podem ser utilizados para o protetor solar ou até mesmo não usar essa peça caso a câmera seja fixada em local de baixa insolação ou usada em tripé em varandas por exemplo.

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A última imagem mostra o protetor de câmera finalizado e pronto para ser fixado ao suporte da antena parabólica. Com relação a estética pode ser pintado na cor desejada sendo sugerido cor branca que reflete a luz e contribui na redução da temperatura interna durante o dia. Mesmo a câmera ficando desligada durante o dia é importante manter a temperatura dentro de determinados níveis suportado pelo equipamento. Outro ponto importante está no fato do protetor solar ser fixado um pouco afastado do tubo, pois além de não atrapalhar a retirada das tampas permite a circulação de ar entre o tubo e o protetor. Também, é possível adicionar material isolante neste espaço, como isopor por exemplo, e melhorar na redução da temperatura durante o dia, mas essa alternativa ainda não foi testada.

A Estação SJU2 está ativa a quase um mês até a criação deste artigo usando este protetor para sua câmera (vide primeira imagem do artigo). Ocorreram duas chuvas uma delas atingiu cerca de 20 milímetros e não houve qualquer contratempo com a entrada de água demostrando a sua eficiência. A não utilização de cola nas tampas pode a priori parecer algo inusitado, mas a forma de construção adotada mostrou viável e torna o projeto mais dinâmico ao permitir fácil acesso a seu interior.

Projeto DIY desenvolvido por Marcelo Mozer

DIY é uma abreviação de Do It Yourself (do inglês faça você mesmo)

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