Cometa faz a mudança mais espetacular de rotação já visto

A Swift Mission, uma nave espacial da Nasa, com imagens obtidas em maio de 2017, revelaram uma abrupta desaceleração jamais vista em um cometa.

Trata-se do cometa 41P / Turtle-Giacobini-Kresák, que orbita o Sol a cada 5,4 anos, com estimativa de 1,4 km de largura, considerado um integrante de uma pequena família de cometas com órbitas controladas pelo planeta Jupiter.

Por seu tamanho pequeno, isso pode explicar porque os jatos gerados na superfície do cometa 41P tiveram uma mudança tão dramática.

O recorde anterior de uma desaceleração de cometa foi o 103P / Hartley 2, que desacelerou sua rotação de 17 a 19 horas durante 90 dias“, disse Dennis Bodewits, pesquisador na Universidade de Maryland (UMD), em College Park, que apresentou as descobertas na  reunião da American Astronomical Society (AAS) em Washington. “Pelo contrário, o 41P foi reduzido em mais de 10 vezes em apenas 60 dias, de modo que o alcance e a velocidade dessa mudança são algo que nunca vimos antes”.

Os jatos rotativos na nuvem de gás do Comet 41P / Tuttle-Giacobini-Kresák. Dennis Bodewits et al./Nature

Uma rotação tão lenta pode tornar a rotação do cometa instável, permitindo que ele comece a cair sem um eixo de rotação fixo. Isso produziria uma mudança dramática no aquecimento sazonal do cometa. Bodewits e seus colegas observam que a extrapolação para trás sugere que o cometa estava girando muito mais rápido no passado, possivelmente rápido o suficiente para induzir deslizamentos de terra ou fragmentação parcial e expor o gelo fresco. Forte explosão de atividades em 1973 e 2001 pode estar relacionada às mudanças rotacionais de 41P.

A nave espacial que fez este impressionante registro no vídeo acima, foi renomeada para Neil Gehrels – Observatório Swit, em homenagem ao pesquisador principal da missão que faleceu em 06 de fevereiro de 2017. A nave Swift da NASA conduziu uma ampla gama de investigações científicas há 13 anos – monitorando cometas, estudando estrelas hospedando exoplanetas e explosões de supernovas, estrelas de nêutrons e buracos negros – e continua totalmente operacional.

Mais detalhes podem ser obtidos no artigo da Nature.

Fonte: Nasa

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